Por: Amandara Yin
Sozinha entrei nessa vida
Inocente sem saber
Não poderia imaginar
Que um dia eu ia me fuder.
E meio a gritos, choros e gemidos
Prazer, risadas e alegria
Que me conduzem dia-a-dia
A incertezas necessárias.
Dê toda essa diversão,
Disfarçada em solidão
Nada era o que eu queria.
Querer é icógnita para mim
Nunca soube definir
A complexidade do "ser eu"
Por costume de "ser tua".
A lua em minhas mãos!
E assim, vivo a mil por horas
Descobertas conhecidas
De uma vida sem passado.
E não saio do lugar
Na espera de achar
Algo que me conforte
Que me comporte
Que supra o que eu não sei o que é.
Por ser pouco sempre...
Pode ser que amanhã
Eu consiga meditar
E saber que não tem jeito
Dessa angústia se acabar.
O sofrimento é mais gostoso
É mais fácil de levar
É comum ouvir nas rádios
Suplícios em se achar.
Ninguém consegue esperar
Por ser indefinido o lugar.
E essa maturidade,
Que insiste em me abarcar
Me cobrando o que eu não dei
E nem sei se eu vou dar.
Os motivos estão em mim
Só eu posso me curar
Psicólogos não dão jeito
Ao que eu não consigo encontrar.
E não venha me falar
Coisas ao meu respeito
Não conhece nem a ti
Não me fale desse jeito.
Já não ouço mais o lixo
Que perturba o mundo inteiro
E é limitada no ponteiro
Que me mantenho enquanto bicho.
E nessa universalidade indigna
De falsa democracia
É que vivo os meus dias.
E o lugar onde estou
Um dia és de declamar
A sociedade é o inferno
Que pretende nos moldar.
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