Por Amandara Yin
A mulher muitas vezes é vista como uma fábrica de seres humanos, que tem em sua natureza a obrigação a reprodução da espécie, garantindo que sua constituição familiar tenha êxito. A maioria não tem a opção em pensar a respeito de ter ou não filhos, ela é cobrada e condicionada constantemente, ainda mais se mantiver algum tipo de relacionamento estável. Com isso, a fábrica vem enchendo o mundo de produtos insatisfeitos , despreparados e sofredores.
Uma das grandes polêmicas do nosso tempo vem a respeito à liberação do aborto. Mais antes de entrarmos nesse assunto “tão polêmico” seria bom fazer uma rápida definição do que é aborto.
Segundo o wikipédia o aborto: “é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte ou sendo por esta causada. Isto pode ocorrer de forma espontânea ou artificial, provocando-se o fim da gestação, e consequentemente o “fim da vida” do feto, mediante técnicas médicas, cirúrgicas entre outras”. As instituições religiosas e éticas usam, baseados nesse discurso, opiniões de intervenções nos direitos da mulher a respeito do seu corpo e suas escolhas., o aborto é uma delas.
A conduta ilegal que se forma em torno do aborto é pura hipocrisia. É constatado através de pesquisas, documentários e experiencias pessoais o quão absurdamente é praticado o aborto. Uma grande parcela de pessoas teriam coragem de praticar (se não já praticaram) ou apoiar o ato de alguém que tenha muito carinho, tudo vai depender da gravidade do contexto.
A conduta ilegal que se forma em torno do aborto é pura hipocrisia. É constatado através de pesquisas, documentários e experiencias pessoais o quão absurdamente é praticado o aborto. Uma grande parcela de pessoas teriam coragem de praticar (se não já praticaram) ou apoiar o ato de alguém que tenha muito carinho, tudo vai depender da gravidade do contexto.
Estudos recentes sobre o desenvolvimento dos fetos confirmaram que não há evidencias que os fetos sintam dor antes de 24 semanas de gestação. As conexões nervosas do cérebro não se formaram completamente, então esse inacabado ser humano não sentirá dor.
Até entendo essa briga toda pela não legalização do aborto, afinal, os bebês são tão fofos e lindos e passam uma tranqüilidade, apesar de todo o trabalho que dão. Mas acontece que nem sempre a vida desses bebês são essas das propagandas de campanhas, muitos vivem desumanamente.
Confesso que me incomodam ver algumas pessoas banalizando essa EXTREMISTA prática em prol os seus egoísmos e vaidades, o que ocasiona uma certa dúvida a respeito dos cuidados preventivos que devem permanecer a respeito da gravidez indesejada. Que educação sexual é essa que está se formando? É esse ponto que deve ser trabalhado, principalmente nas mulheres que são as que mais sofrem com esse processo.
Ao meu ver, o aborto antes de vinte semanas deveria ser aceito, pois em questão de vida seria o mesmo aspecto da doação de órgão em morte cefálica. Se nos dois exemplos a máquina não tem cérebro, consequentemente não tem dor, consequentemente não tem vida.
A sociedade para evoluir deve ser trabalhada com escolhas. Deve ser aberto. E as proibições devem partir do ponto de vista da minha escolha, é individual. Não é porque o Aborto é liberado que eu farei aborto e que deixarei que caia na forma banal dos acontecimentos, não é.
O que acontece é que temos uma sociedade totalmente robotizada e que pouco tem consciência de sua existência. A preocupação é em se individualizar para oprimir não para se libertar. Não observa que esses padrões hipócritas só geram mais mortes. Mulheres morrem o tempo todo, mulheres com cérebro formado, sinal que há falha na proposta de saúde pública vigente.
Cada um deve ser responsável pela sua estadia aqui nesse planeta e responsável pelos seus atos. A proibição não vai fazer com que diminua os abortos. A educação sim. Talvez seja esse o problema, a educação é algo assustador para um país que se mantem da miséria de muitos.
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