Sangrando Feminino

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Que vente aqui - Amandara Yin

Falar de saudade, é primavera e  outono, um tempo de formas e cores radiantes, mas cinza também... Remete a uma história que só pode ser vista por nós, documento mental. Existem saudades que nos faz bem e quando estamos tristes ou ociosos queremos relembrar, dá um sentimento gostoso, de um passado acolhedor, aconchegante, conhecido. Podemos até sentir o cheiro, o gosto, o toque... hum, maravilha passar pela vida! Mas nem toda saudade é assim, tem umas que maltrata mais que pancadas em tamborim, aquelas que a gente evita pensar, tem dor aí? São dores que não eram doces. Oh, dorzinha, azeda, amarga e gostosa de viver!! Esse tipo de saudade, que machuca e sufoca, se assimila  a uma doença crônica, talvez um diabetes, que temos que cuidar e conviver com ela para o resto da vida. Infelizmente não há o que fazer, só mesmo a morte, se deixar morrer!  Não sei se a dor da saudade tem sentido, considerando que em algum lugar de um mundo escondido, conhecemos algo que nos fez suspirar mais intensamente. Tu sabe do que tô falando? Ah, sim a paixão! O prazer e a dor, rima favorita do tocador, poetizador, dá dor, dá dó, nota musical para qualquer canção...dor!

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