Angústia
(Amandara Yin)
Parece um pão no peitoral
Uma massa de inércia que incha e machuca
Será motivada pelo pensamento e conduta
Que no viés de minha vida perpetuei?
E procuro a salvação pra tudo
Mas me refugio em meu próprio sofrer
Talvez seja mais fácil se esconder
Para o problema não resolver...
É o vício do passado
Garantindo meu futuro
Pra meu castelo mais seguro
Que é o de não se pertencer...
Mas eu quero romper!!!
Só não sei como agir
Para parar de fugir
Dessa luz que tenho em mim.
E bem nesse momento
Sentindo o sol e o vento
A tocar meu rosto
Sinto o peso do tempo...
Das mágoas, dos traumas, do sofrimento
Que insiste em não sair daqui.
Empacando minha caminhada
Para a vida e sua jornada.
Eu quero ser inteira...
E os pedaços que perdi
Quero reconstruir com nova madeira
Manifestando em mim a luz verdadeira...
E que toda angústia passe
E dê lugar para a aprendizagem
Para o amor de Ganesha em mim
Me conduzindo até o fim.
E jogo agora a mochila do passado
Para não mais comparar o antes com o agora
Porque de fato é nessa hora
Que todos devem estar.
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