Sou feminista quando dá
Assim, eu sou feminista quando dá... quando estou solteira ou quando não tenho nenhuma pessoa para amar, nada mais importante pra fazer... Porque assim que desabrochar essa tal de emoção dentro de mim, não consigo me conter, eu sinto o poder de ter alguém do meu lado, pode ser inocente ou culpado, não interessa, o meu vazio vai embora, não necessito do ombro que em outrora, tanto disse precisar, daquela mina, irmã que assim como eu não sabe como romper, caminhar, transcender a esse apego miserável que nos fazem iguais em condição. Esse poder de possuir, nunca me pertencer, só faz mesmo fortaleza pro opressor e nos separa do nosso ser. E quando digo me importar com as manas, sempre estou pronta a julgar. Gosto mesmo é de fazer alvoroço e subjugar aquelas que por construção histórica e familiar levam a vida do jeito que dá, mas não venha me falar nada do que já não sei, não quero a opinião de vocês nesse abusivo relacionar. Gosto de me superiorizar, usando títulos e termos que a maioria jamais entenderá. Sororidade só da boca pra fora, porque se estou bem com minha vida sexual o que interessa as minas que passa mal nos contextos abusivos e machistas que nem sempre vem do homem, pode minha companheira dessa forma ameaçar. Quando ela mulher como eu, policia minha roupa, meu sorriso, minha boca, minhas amigas e me afasta de tudo que tinha, para viver o castelo em ruínas que é esse o da posse. Que mais bela prova de amor! Possuímos objetos, não pessoas, eu sei exatamente, mas a teoria e a prática poucas vezes andam juntas. E isso realmente não me interessa, porque agora meu coração faz festa e não preciso de ninguém. Eu passo pano mesmo, e finjo que tá tudo bem porque esse contexto é meu não é de mais ninguém.
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